INDÚSTRIA é um projeto de criação artística comunitária, concebido por Filipa Francisco e promovido pela Mundo em Reboliço, que parte da memória do trabalho — os seus gestos, os seus ritmos, os seus espaços — para ativar, através da arte, um diálogo entre passado, presente e futuro.
Ao cruzar dança, música e participação de pessoas das comunidades locais, INDÚSTRIA é uma peça site-specific e relacional, na qual o território se torna matéria viva para a criação.
O projeto teve origem em 2024, na Marinha Grande, com o espetáculo “De Vidro e Mar”. A partir da escuta das comunidades da região, da recolha de histórias e da ativação de gestos ligados à indústria vidreira, nasceu uma dramaturgia coletiva, que uniu artistas profissionais, associações, bandas, coros e pessoas da comunidade num processo de coautoria, onde o político e o social se cruzam.
A experiência revelou o potencial do formato, pela sua capacidade de escuta e de mobilização local, e motivou o desenvolvimento de uma versão adaptável a outros contextos, em municípios com tradição industrial: cerâmica, conserveiras, mineração, tecelagem, metalurgia, cortiça, entre outras.
Visão artística e metodológica
O projeto assenta num princípio de cocriação participativa. Cada edição parte de uma relação direta com a história e os saberes do território onde se instala. São escutadas vozes, colhidas palavras, partilhadas práticas. Os corpos guardam os gestos do trabalho e a dramaturgia constrói-se a partir da matéria concreta do lugar.
O espetáculo, na sua forma final, é um percurso: um trajeto coletivo e sensorial que parte de um espaço simbólico (uma antiga fábrica, um armazém, uma rua), atravessa o espaço urbano em forma de caminhada/manifestação, e culmina no palco. Ao longo desse percurso, somam-se camadas: vozes, sons, corpos em movimento, objetos, imagens e memórias.
Cada versão de INDÚSTRIA é única. Em cada território ativa-se um método: escutar, reconhecer, compor com o que existe, para conceber um espetáculo site-specific, com impacto cultural e social.
Objetivos
Valorizar a memória e identidade industrial local;
Potenciar o envolvimento ativo da comunidade através da criação artística;
Cruzar profissionais e não profissionais em práticas de partilha e cocriação;
Produzir um espetáculo site-specific com impacto cultural, simbólico e social;
Estimular uma reflexão pública sobre o lugar, o trabalho e o futuro.
Agenda
Próximos eventos e intervenções.
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Ficha
Técnica
Concepção, direção artística e interpretação: Filipa Francisco
Direção musical, composição e interpretação: Ricardo Freitas
Assistente direção artística, cocriação e interpretação: Marta Coutinho
Produção: Mundo em Reboliço
Coprodução: Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis
Apoio à criação: TeMA – Teatro Municipal de Oliveira de Azeméis
Colaboração:
Agrupamento de Escolas Dr. Ferreira da Silva – António Figueiredo e Luísa Ferreira
António Jorge Almeida
Banda de Música de Loureiro
Berço Vidreiro – sr. Morgado
Confraria das Papas de São Miguel – chef Lindolfo Ribeiro
Confraria do Arroz e Sabores de Azeméis
Grupo Folclórico de Cidacos
José Pereira
Matos Barbosa
Oficina d’Artes Meia Ponta – Susana Miguel
“Os Janizários” do Museu Regional de Cucujães – António Rocha das Neves, Maiato Fernando Pinto da Costa, Alfredo Soares Moreira, José Manuel Pinto, Maria Helena Vieira Soares dos Santos, José Miguel Gomes Silva, Maria Helena da Rocha, Manuel Loureiro dos Santos, Diogo Falques Abrantes, Maria Odete Vieira de Freitas e Lealdino Fonseca Gomes
Rui Conde
Simoldes – Carlos Seabra
Direção técnica e desenho de luz: Zé Rui
Vídeo: Miguel Canaverde
Guarda-roupa/costureira: Caroline Peixoto
Interpretação LGP: Hands Voice
Assessoria de imprensa e edição: Levina Valentim
Comunicação e redes: Eduardo Quinhones Hall
Produção executiva: Helena Maia
Administração: Cristina Nogueira
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