Se:
“É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo”
no entanto:
“Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio,
do que sonha a tua filosofia”,
portanto...
O apocalipse nunca esteve tão perto e nunca foi tão ridiculamente absurdo.
Espiões é um projeto coreográfico de Filipa Francisco que atravessa quase três décadas e chega agora à sua terceira edição. Partiu de um conceito singular: as pessoas que habitualmente coreografam e as que habitualmente interpretam trocam de papel, colocando-se mutuamente sob o olhar umas das outras ou revisitando as suas histórias pessoais da dança.
Nesta terceira edição, Sónia Baptista é convidada a criar para os corpos de Miguel Pereira, Filipa Francisco, Francisco Camacho e Sílvia Real, figuras que marcaram a sua própria formação e trajeto na dança. Este encontro é simultaneamente uma homenagem e um desafio.
Conversa pós-espetáculo com Sónia Baptista, Filipa Franciso, elenco do espetáculo e Carlota Lagido (em português) a 22 Nov.
Acessibilidade
Falado em português, com legendas descritivas em português e inglês.
A sala é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.
Sobre o projeto
Com início em 1998, o Projeto Espiões nasceu de um conceito singular: colocar em diálogo coreógrafos e intérpretes através da troca de papéis, desafiando quem habitualmente cria a coreografar os seus artistas de referência e quem habitualmente interpreta a revisitar as suas próprias histórias da dança. A primeira edição, Espiões, agentes duplos e caracteres suspeitos, foi apresentada no Centro Cultural de Belém, em 1998, e juntou Filipa Francisco, Carlota Lagido e João Galante com Madalena Victorino, Francisco Camacho e João Garcia Miguel. Em 2016, o Projeto Espiões regressou com direção artística de Filipa Francisco e interpretação de Francisco Camacho, Miguel Pereira e Sílvia Real. Teve apresentações no Festival Materiais Diversos, Teatro Maria Matos, Casa da Cultura de Ílhavo e no Teatro Municipal do Porto, no âmbito do Festival DDD de 2017.
Quase três décadas depois do início do projeto, esta terceira edição, Espiões – Apocalypse How é uma criação que visita um universo distópico, um mundo imaginário marcado por opressão, sofrimento, medo, privação de liberdades ou colapso ambiental e social, por um lado. Mas que, por outro, reconhece a memória como matéria viva: algo que se inscreve nos corpos, se transmite entre gerações e se transforma a cada novo encontro. Entre histórias pessoais, heranças artísticas, a dor da doença da sociedade contemporânea e perguntas sobre o futuro, o projeto continua a abrir espaço para outras formas de olhar a dança e o mundo.
Agenda
Próximos eventos e intervenções.
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Digressões
Espectáculos integrados no projecto.
2026
20.11.2026 - 19h00, Jardins do Bombarda / Sala Estúdio Valentim de Barros, Lisboa
21.11.2026 - 21h00, Jardins do Bombarda / Sala Estúdio Valentim de Barros, Lisboa
22.11.2026 - 16h00, Jardins do Bombarda / Sala Estúdio Valentim de Barros, Lisboa
Ficha
Técnica
Direção artística: Sónia Baptista, a partir de um projeto de Filipa Francisco
Cocriação e interpretação: Filipa Francisco, Francisco Camacho, Miguel Pereira e Sílvia Real
Desenho de luz: João Chicó e Rita Conde
Sonoplastia: e Operação de som Margarida Magalhães
Fotografia: Alípio Padilha
Vídeo: Raquel Melgue
Produção, difusão e comunicação: Mundo em Reboliço
Coprodução: EIRA, Real-Pelágio
Residências Artísticas: Alkantara, OPART, E.P.E. / Estúdios Victor Córdon
Apoio: O Rumo do Fumo
© Associação Cultural
Mundo em Reboliço.
Todos os direitos reservados.
A Mundo em Reboliço é uma estrutura financiada por: